"Então, o rei ordenou que trouxessem a Daniel e o lançassem na cova dos leões. Disse o rei a Daniel: O teu Deus, a quem tu continuamente serves que ele te livre."
Daniel 6, 16
"Então, Daniel falou ao rei: Ó rei, vive eternamente! O meu Deus enviou o seu anjo e fechou a boca aos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; também contra ti, ó rei, não cometi delito algum."
Daniel 3, 21-22
Daniel ficou conhecido, primeiramente por sua vida e comunhão com Deus, mas também pelo fato de ter sido lançado na cova dos leões e de lá ter saído ileso, sem qualquer dano.
Há alguns detalhes nesta história que podem trazer-nos preciosas lições:
Primeiramente, podemos dizer que, em todo esse relato, não vemos Daniel murmurando ou lamentando por ter passado pela preciosa experiência de ter sido lançado numa cova. Para alguns, um infortúnio; já para os sábios, uma oportunidade. Ao contrário, em vez de pedir para sair e lamentar o fato, Daniel permaneceu confiando no trabalhar de Deus em sua vida. O rei gentio que o condenou é quem ficou demasiadamente preocupado com a vida de Daniel. Ele se empenhou de todas as formas para impedir que Daniel fosse jogado aos leões (v 14); embora tivesse ordenado isso aos seus comandados. Depois que a pena foi determinada, o rei não conseguiu dormir a noite toda (v. 18). Enquanto isso, o profeta desfrutava a presença de Deus perante os leões, os quais não lhe causavam nenhum dano. Pois o anjo do Senhor estava com ele e fechou a boca dos animais (v.22)
Que lição podemos tirar aqui, já que Daniel não foi poupado da experiência? Ele foi poupado dos leões, mas não foi poupado da experiência. Precisamos aprender uma grandiosa lição: Deus não quer livrar-nos da cova, mas, sim, livrar-nos na cova. Ele deseja que, na cova, confiemos Nele. Em outras palavras: Deus não quer salvar-nos da cova, ao contrário, Ele quer salvar-nos na cova. É dentro da Cova que aprenderemos a cofiar no Senhor. Foi na cova que Daniel encontrou-se com o anjo do Senhor e experimentou confiar no Senhor. Foi ali que ele teve de depender totalmente de Deus. Do mesmo modo, seus amigos não foram livrados da fornalha de fogo ardente descrita no capítulo 3, antes, porém, dentro da fornalha acesa, eles aprenderam a passear pelo fogo. Porque eles podiam fazer isso? Por que o anjo do Senhor estava com eles. Esta é a lição que Deus anseia que aprendamos: confiar Nele nos piores momentos. Por isso que Deus invariavelmente nos conduz à situações de dores e até de perdas. Devemos aprender a não temer tanto o sofrimento e sim temer não possuir a presença do Senhor. O maior castigo descrito na Bíblia é o castigo de Caím. Ele, Caím, perdeu a presença do Senhor (Gn 4:13,14). Isso devemos também temer, e muito. Mas Se Ele, o Senhor, estiver conosco, nem fogo, nem leões, nem altura, nem profundidade... nada nos causará mal algum.
Entretanto, muitos de nós, filhos de Deus, ainda não entendemos por que Deus não nos atende de imediato em determinadas situações. Por que Deus age desse modo? De fato, há situações que parecem não haver solução, por mais que oremos não vemos a saída. Na verdade, isso é apenas uma impressão da nossa alma, pois a solução existe e ela certamente virá, a seu tempo. O que ocorre é que nem sempre a solução de Deus vem ao nosso encontro conforme às expectativas do homem. Deus tem mais preocupação em transformar a nossa alma e em aperfeiçoar-nos do que simplesmente resolver problemas naturais. O maior problema do homem não se refere às covas dos leões ou às fornalhas de fogo ardente (símbolo dos vários tipos de sofrimentos que podem existir); o maior problema do homem é não crer em Deus conforme o próprio Deus requer. Em segundo, o nosso problema também reside no fato de que não aprendemos ainda a aceitar o trabalhar de Deus em nossas vidas. Irmãos e irmãs, não basta crer; é preciso ser moldado por Deus em vários aspectos.
Deus precisa lançar mão de várias experiências para trabalhar em nós. Por isso, Ele pode até livrar-nos na cova, mas nem sempre pode livrar-nos da cova. Todos nós Estamos nas mãos transformadoras do Grande Oleiro. Mesmo o barro já moldado precisa passar pelo forno para se tornar resistente. Daí a razão dos testes e das pressões. Cristo é o Oleiro e nós somos apenas barro.
Mas, um dia, se cooperarmos com Deus, o homem e Deus se tornarão “UM”. Ele sabe o que faz. Precisamos confiar!
Deus precisa lançar mão de várias experiências para trabalhar em nós. Por isso, Ele pode até livrar-nos na cova, mas nem sempre pode livrar-nos da cova. Todos nós Estamos nas mãos transformadoras do Grande Oleiro. Mesmo o barro já moldado precisa passar pelo forno para se tornar resistente. Daí a razão dos testes e das pressões. Cristo é o Oleiro e nós somos apenas barro.
Mas, um dia, se cooperarmos com Deus, o homem e Deus se tornarão “UM”. Ele sabe o que faz. Precisamos confiar!
Abraços e que Deus os abençoe!!!
Arlem Oliveira Martins
Igreja Batista Central de Timóteo
Arlem Oliveira Martins
Igreja Batista Central de Timóteo


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